O que você quer ser quando crescer? A its está realizando entrevistas com profissionais de áreas diferentes.
Amanda começou novinha com apenas 17 anos. Apesar da pouca idade lançou o seu primeiro livro: O País dos Ventos. E está dando o que falar no mundo da literatura infanto juvenil.
Vamos conferir?
its - Quando você começou a escrever?
Amanda - Sempre gostei de escrever, da ideia de criar personagens, histórias para cada um deles, mas só fui realmente escrever um livro há dois anos.
its - Quais os gêneros você se interessa mais?
Amanda - Eu não tenho um gênero específico. Num dia posso estar lendo Dan Brown, no outro posso estar com um livro da Meg Cabot e na próxima semana com Lobsang Rampa. Eu acho que quando um livro é bom, ele cativa qualquer tipo de leitor, independente da sua preferência literária.
its - Como funciona o seu processo criativo?
Amanda - Eu não tenho exatamente um processo criativo, mas toda vez que começo um livro, faço isso levantando todas as informações que eu já tenho sobre os personagens e a história, listando tudo em ordem cronológica (ou não) e então tento desenvolver alguma coisa em cima disso. Às vezes é só uma ideia, mas às vezes a ideia se transforma numa grande história que eu não consigo parar de escrever.
its - Quais os livros preferidos?
Amanda - São vários, mas os principais são esses: A Mulher do Viajante no Tempo, da Audrey Niffenegger, A Menina que Roubava Livros, do Markus Zusak, A Batalha do Apocalipse, do brasileiro Eduardo Spohr e a trilogia Dragões de Éter, do também brasileiro Raphael Draccon. Também tem alguns livros independentes não publicados de autoras nacionais ótimos, como Patrícia Camargo, Pamella Santos, Juliana Arruda, Kamila Zöldyeck, entre outras, as quais fazem parte da Irmandade Literária, um movimento de novos autores nacionais do qual também faço parte. São livros que me emocionaram de maneiras distintas e que prenderam a minha atenção e atiçaram a imaginação.
its - Como foi escrever e publicar um livro com apenas 15 anos?
Amanda - Na verdade, foi com 17. De qualquer modo, foi uma surpresa. Era algo que eu realmente não esperava que acontecesse agora, mesmo que eu estivesse mandando meus originais para inúmeras editoras, tentando alguma coisa. Foi um choque quando recebi um email positivo com aquela frase mágica: "Temos interesse no seu original". Foi um sonho se tornando realidade.
its - Qual foi à receptividade dos leitores que tiveram acesso a sua obra?
Amanda - Foi muito boa. Um pouco antes do evento de lançamento, eu fiquei muito nervosa e tudo o tipo de coisa passou pela minha cabeça, como, por exemplo, o que eu faria se não conseguisse vender os 30 livros disponibilizados para o lançamento, o que eu faria se as pessoas não gostassem do livro - enfim. Todo o tipo de coisa mesmo. Mas foi uma surpresa muito boa quando consegui vender todos os livros e as pessoas vindo me perguntar se eu não tinha mais nenhum para vender e quando eles iriam para as livrarias locais. A sensação é realmente empolgante.
its - Quais as suas ambições e projetos futuros?
Amanda - O meu sonho é conseguir viver da literatura um dia. Eu sei que esse caminho é muito espinhoso e que é difícil passar por ele, mas se eu não tentar, nunca vou saber onde posso chegar. Tenho alguns projetos concluídos, outros em fase de conclusão, outros que são apenas sementinhas que nem podem ser chamadas de projetos, mas não parei. Não posso parar. Eu adoro escrever.
its - Já sabe qual curso vai querer prestar no vestibular?
Amanda - Eu tinha uma resposta certa e definitiva para isso há alguns meses, e essa resposta seria Psicologia. Mas depois de pensar muito e levar em consideração uma série de coisas como o meu trabalho, decidi fazer Direito.
its - O que você diria aos jovens que gostariam de seguir o caminho da escrita?
Amanda - Isso vai soar clichê, mas é verdade: Não desistam. Não importa quantas editoras te ignorarem, quantas editoras disserem não, quantas disserem "Sua história é boa, mas não é isso que buscamos agora", tudo isso não importa. O que realmente importa é o seu sonho e a sua vontade de torná-lo realidade e tudo do que você é capaz para que isso aconteça. Não devemos desistir do que acreditamos apenas porque os outros acham que não somos capazes - ninguém pode dizer isso de alguém. O importante não é realizar o sonho em si, mas poder dizer que tentou. E se você tentou, de alguma forma, lá na frente, depois de ter vivido uma vida inteira, você não vai ter do que se arrepender porque, no final das contas, você tentou. E isso fez tudo valer a pena.
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